Na quinta‑feira, dia 3, delegados da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) e do sindicato Andes‑SN terão audiência com a alta administração da instituição para solicitar a elaboração de procedimentos claros contra o assédio e outras formas de violência no ambiente universitário.

A reunião segue a mobilização ocorrida na quarta‑feira, dia 2, na entrada principal do campus em Manaus, onde docentes, servidores técnicos e alunos se reuniram em frente ao prédio central. O ato contou com faixas que reivindicavam a liberdade acadêmica e denunciavam supostas perseguições políticas. Entre os cartazes, um trazia a frase "Abaixo a censura à liberdade acadêmica".

A campanha organizada pelos sindicatos, intitulada "Sou docente, sou contra assédio e todas as formas de violência", traz à tona resultados de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O levantamento, que analisou 69 instituições de ensino superior, apontou que aproximadamente 40% das universidades ainda não dispõem de política institucionalizada para combater o assédio.

Os representantes sindicais afirmam que a Ufam integra o grupo de instituições sem diretriz formal e pressionam a reitoria para que tais normas sejam incorporadas aos Conselhos Superiores, garantindo protocolos mais definidos para lidar com episódios de violência contra membros da comunidade acadêmica.

Além da demanda por políticas preventivas, Adua e Andes‑SN pretendem apresentar à diretoria denúncias de professores que alegam ter sido alvos de processos administrativos como forma de retaliação após denunciarem irregularidades internas. Os sindicatos classificam esses casos como possíveis atos de revitimização.

A reportagem da A CRÍTICA entrou em contato com a universidade para obter posicionamento sobre as acusações de assédio, perseguição e a solicitação de novos protocolos. A matéria será atualizada assim que a instituição responder.