A Alphabet, controladora do Google, evitou nesta quarta-feira a desestruturação de sua divisão de tecnologia de publicidade. Esta foi a terceira ocasião recente em que órgãos reguladores antitruste dos Estados Unidos buscaram a divisão estrutural de uma gigante tecnológica e acabaram derrotados nos tribunais.

A juíza federal Leonie Brinkema, atuando em Alexandria, no estado da Virgínia, rejeitou a exigência para que a empresa comercializasse o AdX. A ferramenta funciona como um ambiente onde criadores de conteúdo repassam ao Google uma comissão de 20% para a comercialização de espaços publicitários em leilões dinâmicos durante o acesso dos internautas às páginas.

O Departamento de Justiça sustentou perante a corte que a companhia não apresentava condições de gerenciar o sistema de anúncios digitais com imparcialidade, amparando-se na constatação prévia da própria magistrada de que o Google abafou a livre concorrência de maneira ilícita. Contudo, Brinkema optou por validar restrições voltadas à conduta da empresa.

A emissão de um documento com a fundamentação completa foi postergada por 14 dias para viabilizar a edição de dados sigilosos. Como alternativa ao fatiamento corporativo, o Google havia apresentado propostas que incluíam a garantia de acesso simultâneo às ofertas de rivais no mercado.