O ator amazonense Adanilo integra o elenco da nova adaptação em áudio do clássico literário “A Revolução dos Bichos”, obra emblemática escrita por George Orwell. Sob a direção de MM Izidoro, o artista dá vida ao personagem Bola de Neve, dividindo os créditos da produção com nomes consagrados como Matheus Nachtergaele, Mateus Solano e a cantora paraense Gaby Amarantos.
A oportunidade surgiu por intermediação de sua agência, coincidindo com um período em que Adanilo já vinha explorando trabalhos sonoros. O artista destacou a força das narrativas de Orwell, lembrando que já havia lido o livro e também a obra “1984”. Ele ressaltou o peso político da dramaturgia e a visão avançada do autor britânico para a época, fatores que o motivaram a aceitar o papel de imediato, somados ao prestígio dos colegas de elenco.
Desafios da interpretação puramente vocal
Construir um papel sem o recurso visual exigiu uma abordagem cênica diferenciada. Segundo Adanilo, o processo de criação de Bola de Neve teve momentos tranquilos e outros desafiadores, até que ele compreendeu que a atuação em audiolivro carrega paralelos com o cinema, exigindo uma carga dramática concentrada e externalizada integralmente pela entonação da voz.
Embora dividam a narrativa, os artistas registraram suas participações de maneira individual, sem encontros nos estúdios durante o processo. Essa dinâmica ampliou a expectativa de Adanilo para conferir a montagem final e a combinação harmônica das vozes de todos os intérpretes reunidos na obra.
Representatividade da região Norte
Além de “A Revolução dos Bichos”, o amazonense esteve recentemente envolvido na leitura integral do audiolivro “Dois Irmãos” e na captação de áudios para uma mostra em Belém. Para o artista, esses projetos abrem novos caminhos para a sua carreira e ajudam a transformar sua própria percepção sobre a profissão de ator.
A presença conjunta de Adanilo e Gaby Amarantos no projeto também carrega forte simbolismo regional. O ator ressaltou a relevância de fortalecer a visibilidade de figuras do Norte no cenário cultural brasileiro, destacando a atuação de ambos na difusão da identidade amazônica e manauara no audiovisual e na literatura.









