A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, conhecida como FDA, concedeu aprovação nesta sexta-feira para que o medicamento Mounjaro, fabricado pela Eli Lilly, seja utilizado na diminuição das probabilidades de infarto ou derrame em indivíduos diagnosticados com diabetes tipo 2 que apresentam alto risco.
Essa decisão representa mais um marco importante na disputa comercial e científica entre os grandes laboratórios farmacêuticos para ampliar a aplicabilidade dos tratamentos baseados em GLP-1, categoria de fármacos inicialmente voltada para o controle glicêmico e a redução de peso.
Antes dessa movimentação, a concorrente dinamarquesa Novo Nordisk já havia conquistado junto à FDA, no ano de 2024, o aval para o seu remédio emagrecedor Wegovy, com o propósito específico de mitigar riscos cardiovasculares em pessoas adultas obesas ou com sobrepeso que não possuem quadro de diabetes.
Diante desses desdobramentos, a comunidade científica e os fabricantes têm voltado atenções para investigar e testar a eficácia desses compostos em diversas outras condições médicas, buscando mapear o real potencial terapêutico dessas substâncias para além do emagrecimento e do diabetes.



