Pesquisadores registraram dados promissores no desenvolvimento de uma vacina experimental voltada para impedir o surgimento de lesões precursoras do câncer colorretal. O imunizante é direcionado a indivíduos diagnosticados com síndrome de Lynch, uma desordem genética hereditária que eleva significativamente a probabilidade de desenvolvimento de diferentes neoplasias.
A condição em questão incide em 1 a cada 279 pessoas e manifesta-se a partir de mutações em genes encarregados do reparo do DNA. Conforme o gene atingido, a chance de um paciente desenvolver o tumor no intestino pode alcançar 80% ao longo da vida.
Na rotina médica atual, portadores dessa alteração genética precisam se submeter a colonoscopias anuais. O procedimento tem como finalidade a detecção precoce e a retirada de pólipos antes que eles sofram malignização.
A proposta da nova tecnologia consiste em ativar o sistema imunológico para que o organismo passe a identificar e destruir de forma autônoma as células que apresentam modificações associadas ao estágio pré-canceroso.









