Ferramenta de consulta pública

O aplicativo Selva, criado em 2019 pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), tornou‑se referência para acompanhar a qualidade do ar em todo o estado. Sensores instalados na Região Metropolitana de Manaus e em municípios do interior enviam informações de partículas finas (PM 2,5) para a plataforma, que pode ser acessada em tempo real.

Como funciona a medição

O sistema registra a concentração de material particulado menor que 2,5 µm, muito mais fino que um fio de cabelo (70‑90 µm). Por serem invisíveis e nocivas à saúde, essas partículas exigem monitoramento constante. Os dados são exibidos em uma escala de cores que classifica a qualidade do ar como boa, moderada, ruim, muito ruim ou péssima.

Comentário de especialista

"Os índices variam rapidamente ao longo do dia, dependendo da intensidade da fumaça, dos ventos e da ocorrência de chuvas que ajudam a dispersar os poluentes", explicou o professor Rodrigo Souza, pesquisador da UEA.

Disponibilidade e recursos

Além do site appselva.com.br, o app está disponível para Android e iOS. Entre as funcionalidades estão informações de visibilidade, previsão de chuva, dispersão de plumas de fumaça, ranking das cidades mais poluídas e um assistente virtual que responde dúvidas sobre a ferramenta.

Limitações técnicas

Os sensores precisam de conexão à internet para transmitir os dados. Falhas de comunicação podem gerar atrasos nas atualizações de algumas localidades, exigindo que os usuários verifiquem a data e hora do último registro antes de confiar nas informações.

Contexto recente

Na quarta‑feira, dia 9, Manaus amanheceu coberta por nuvens de fumaça, situação que reforçou a importância do Selva para orientar a população em dias críticos de queimadas.