Durante cumprimento de agenda eleitoral na capital amazonense na manhã desta sexta-feira (11), o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) esteve na fábrica da Honda, no Distrito Industrial de Manaus. Na ocasião, o parlamentar declarou apoio integral à Zona Franca de Manaus após conversas com o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), candidato ao Senado, argumentando que a manutenção dos incentivos fiscais locais evita a saída de indústrias para países vizinhos.

Ao defender o modelo econômico perante os jornalistas, o presidenciável alegou que a carga de impostos e a burocracia do atual governo federal já teriam levado mais de 300 indústrias a migrarem para o Paraguai. A alegação reproduz conteúdos inverídicos que circularam recentemente nas redes sociais baseados na Lei de Maquila, criada em 1997. De acordo com a Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai (Cebras-PY), as companhias que operam sob esse regime não mudaram de sede, mas apenas instalaram filiais no território vizinho, sendo que o pico de autorizações ocorreu entre 2016 e 2020.

Propostas para a Amazônia

Flávio Bolsonaro também detalhou planos para a economia local em uma eventual gestão. Ele propôs diversificar a Zona Franca com a implantação de data centers e o desenvolvimento de inteligência artificial, além de apontar o Amazonas como polo estratégico para a fabricação de fertilizantes. Na área de infraestrutura e turismo, o candidato prometeu asfaltamento de rodovias federais para ampliar a conectividade terrestre no estado, citando especificamente a ligação entre o Amazonas e Porto Velho.

Repercussão sobre o Banco Master

O senador comentou ainda a retirada de sigilo de apurações da Polícia Federal relativas ao Banco Master, processo que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro André Mendonça. O caso apura suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas envolvendo a captação de recursos para o filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro. Documentos policiais indicam contatos diretos do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em tratativas sobre a obra, além de citarem Mario Frias (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro classificou as acusações como infundadas e afirmou que a produção cinematográfica foi custeada exclusivamente com verbas do setor privado. O parlamentar declarou estar tranquilo quanto ao andamento das investigações e defendeu ampla publicidade de todos os autos do processo.