Plumas de fumaça chegam à capital
Nas primeiras horas da manhã, moradores de vários bairros de Manaus perceberam o odor característico de queimadas. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) registrou que a maioria das estações de monitoramento classificou a qualidade do ar como “moderado”, enquanto algumas apontaram para o patamar “ruim”.
Origem das partículas
Embora a população associe a fumaça às queimadas da zona rural de Manacapuru, o pesquisador do Labclim/UEA, Fábio Nunes, apontou que as partículas são originárias do sul do Amazonas, sul de Rondônia e norte do Mato Grosso. Ele explicou que a mudança na direção dos ventos, impulsionada por uma frente fria em fase de dissipação, transporta as chamadas plumas – grandes colunas de fumaça geradas por queimadas ou incêndios florestais.
“Se tivermos outro episódio de frente fria no Brasil, é bem capaz de termos essa modulação dos ventos novamente, o que acabará favorecendo a subida dessas plumas de fumaça”, disse Fábio Nunes.
Consequências para a saúde
Com a presença das plumas, a qualidade do ar permanece comprometida e não há chuvas suficientes para limpar a atmosfera. A engenheira florestal e mestre em clima e ambiente, Samanta Lacerda, alertou que os incêndios intensificam a emissão de poluentes, sobretudo material particulado fino (PM2,5), que pode agravar problemas respiratórios.
Perspectivas
A situação deve se manter enquanto a frente fria perdurar. Caso novas frentes frias se instalem, a modulação dos ventos pode repetir o cenário, mantendo a capital amazonense sob risco de ar poluído nos próximos dias.















