Completando sete anos e meio de tramitação no Supremo Tribunal Federal, o procedimento conhecido como inquérito das fake news teve um desdobramento inédito nesta quinta-feira, 3. O magistrado Alexandre de Moraes determinou a inclusão de seu colega de plenário André Mendonça no rol de alvos da apuração, em meio a divergências internas na mais alta instância da Justiça brasileira.

A investigação foi criada por iniciativa própria em março de 2019 pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, sem a manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República. Na ocasião, Toffoli designou diretamente Moraes para conduzir os trabalhos, sob a justificativa oficial de apurar ofensas direcionadas aos integrantes do tribunal e aos seus respectivos familiares.

A medida adotada por Dias Toffoli ocorreu logo após a revista Crusoé divulgar o conteúdo de um material da Operação Lava Jato que continha uma referência ao próprio presidente do STF feita por Marcelo Odebrecht.

Ao longo de sua trajetória, o procedimento acumulou diversos alvos de diferentes correntes ideológicas, indo desde militantes e políticos de variadas matizes até o ex-presidente Jair Bolsonaro e legendas como o PCO, consolidando-se como uma das ferramentas mais influentes e debatidas do Judiciário nacional.