A equipe econômica da atual gestão federal descartou a realização de mudanças imediatas nas regras da Previdência Social. A declaração foi feita por Dario Durigan durante entrevista concedida ao SBT News, na qual o representante da pasta econômica ressaltou o perfil de transformações estruturais associado aos mandatos do Partido dos Trabalhadores na história recente do país.
"Se você retomar na história do Brasil quem foram os governos mais reformistas foram os governos do PT. O presidente Lula fez uma grande reforma da Previdência em 2023. A presidenta Dilma fez uma reforma da Previdência do setor público no seu primeiro mandato", argumentou Durigan ao veículo de imprensa.
Sustentabilidade futura e cenários fiscais
Embora o foco atual não contemple novas alterações no sistema previdenciário, o dirigente não descartou debates sobre o equilíbrio financeiro do setor caso ocorra um quarto mandato presidencial. O planejamento para o equilíbrio das contas públicas prevê o levantamento de diagnósticos detalhados logo após o encerramento do processo eleitoral.
Segundo o representante ministerial, a prioridade consiste em avançar com rapidez na solução dos desafios fiscais identificados assim que os cenários estiverem consolidados. Entre as alternativas em análise estão cortes em incentivos tributários e a racionalização de gastos.
Otimização de auxílios governamentais
A estratégia fiscal também contempla a unificação de diferentes programas de transferência de renda e auxílios corporativos para elevar a produtividade dos recursos públicos. A proposta abrange desde o abono salarial e o seguro-desemprego até iniciativas como o Bolsa Família e o BPC.
"Não tem dificuldade do nosso lado de olhar para o conjunto dos benefícios sociais - inclusive o abono salarial, seguro-desemprego, o próprio Bolsa Família, BPC - e ver como é possível integrá-los para ter ganhos de eficiência, eventualmente alterando critérios", pontuou o integrante da equipe econômica ao detalhar as propostas de integração.



